Uma mudança de endereço começa antes da escolha de um imóvel. Entender o que leva alguém a procurar uma nova casa e quais necessidades orientam essa decisão é parte do trabalho que a corretora Kátia Assis procura preservar em cada atendimento. Para ela, conhecer o cliente exige tempo para ouvir e disposição para ir além de uma lista de características da propriedade.
Natural de Gravatá, em Pernambuco, Kátia iniciou sua trajetória no mercado imobiliário em 2002, em Belém do Pará, onde viveu por 15 anos. A experiência na área comercial, iniciada aos 16 anos, ganhou uma nova direção quando conheceu a corretagem e se identificou com a possibilidade de participar da realização dos projetos de outras pessoas.
Esse envolvimento também trouxe uma percepção sobre os bastidores da profissão. Visitas, captação de imóveis e etapas burocráticas demandam trabalho que, segundo ela, nem sempre recebe o devido reconhecimento. Kátia cita as negociações interrompidas como exemplo de situações em que o esforço empregado pode terminar sem retorno financeiro.
A experiência reforçou sua defesa da valorização profissional e de um atendimento atento às particularidades de cada negociação. Mais do que apresentar opções, ela busca compreender o que aquela compra ou venda representa na vida de quem está do outro lado da mesa.
“Gosto de ver a realização dos projetos de vida de cada cliente atendido e como fui ponte para essa concretização”, afirma.
Ao falar do futuro, Kátia coloca a proximidade com o cliente no centro de seus planos. Em um cenário de presença crescente da inteligência artificial, considera importante manter espaço para a conversa aprofundada e o contato pessoal. Sua proposta é continuar ouvindo antes de oferecer respostas prontas, reconhecendo que necessidades diferentes pedem caminhos próprios na busca por um imóvel.












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